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2016-01-20
Prémio Pritzker 2016 atribuído a Alejandro Aravena, reconhecido pelos seus projetos de habitação social
IHRU

O arquitecto chileno Alejandro Aravena, foi distinguido com o prémio Pritzker de 2016, atribuído pela primeira vez a um chileno e a quarta vez à América Latina, depois de ter consagrado o mexicano Luis Barragán, em 1980, e os brasileiros Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, respetivamente em 1988 e 2006.

Director executivo do estúdio Elemental, projetou mais de 2.500 unidades de habitação social, envolvendo-se em políticas públicas habitacionais e tomando as regras do mercado como uma oportunidade de gerar um impacto real de grande alcance.

Alejandro Aravena foi elogiado por Tom Pritzker, filho do fundador do prémio e atual presidente da fundação, por mostrar "que a arquitetura, no seu melhor, pode melhorar a vida das pessoas”.

Para Alejandro Aravena “o maior desafio é lidar com questões importantes exteriores à arquitectura – pobreza, poluição, congestionamento, segregação – e aplicar-lhes os nossos conhecimentos específicos”.

E esta é a sua assinatura arquitetónica: quando, em 2004, se deparou com a necessidade de alojar cem famílias que ocupavam ilegalmente terrenos no centro de Iquique (Norte do Chile) e o subsídio do governo era insuficiente para adquirir terreno ou construir novas casas, Aravena propôs a construção de metade de cada casa. Todas as famílias teriam uma cozinha, uma casa de banho e um terraço. O resto ficaria a cargo da família que viesse a habitar a casa. Foi assim que conseguiu alojar todas as cem famílias, que de outro modo teriam de deixar os seus empregos, escolas e familiares.

A escolha de Alejandro Aravena é significativa não apenas por se tratar de um arquitecto relativamente jovem, 48 anos, e que não tem para apresentar um vasto conjunto de obras emblemáticas, mas também por sugerir que o júri do Pritzker terá reconhecido que o tempo das grandes estrelas mundiais da arquitetura pode estar a dar lugar ao regresso de uma arquitetura mais socialmente empenhada.

Aravena assinou algumas obras de grande dimensão, como o Centro de Inovação e as Torres Siamesas da Universidade Católica de Santiago do Chile, ou os dormitórios da universidade de St. Edwards, em Austin, no Texas, ou ainda o edifício da Novartis, presentemente em construção em Xangai. No entanto, o júri destacou, significativamente, outras características do trabalho do arquitecto chileno. De acordo com Tom Pritzker, o trabalho de Aravena “oferece oportunidades aos menos privilegiados, mitiga os efeitos dos desastres, reduz o consumo de energia e cria espaços públicos convidativos."

Afirmando que o modo como Alejandro Aravena soube compatibilizar a dimensão artística da arquitectura com os desafios sociais e económicos dos nossos dias contribuiu para “expandir significativamente o papel do arquitecto”, o júri do Pritzker vê exemplarmente representado na sua obra “o renascimento de uma arquitectura mais socialmente comprometida, especialmente no seu compromisso de longo prazo com o combate à crise da habitação e com a luta por um ambiente urbano mais qualificado”.

O prémio Pritzker, o mais importante na área da arquitetura, é atribuído desde 1979 pela Fundação Hyatt, da responsabilidade da família Pritzker, para distinguir um arquiteto cuja obra demonstre talento, beleza e que contribua para o desenvolvimento da Humanidade.

A arquitetura portuguesa já foi por duas vezes reconhecida, quando o prémio foi atribuído, em 1992, a Álvaro Siza Vieira e, em 2011, a Eduardo Souto de Moura.

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Actualizado em 2016-02-18 | 1.6.4
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