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PLANOS INTEGRADOS
Apesar de serem múltiplas as entidades ligadas à habitação social, entre 1953 e 1962, apenas 5% do total de alojamentos foram produzidos com apoio estatal. Apesar de algumas realizações de envergadura como o Bairro de Alvalade (1949-1955), os Bairros Camarários do Porto, (1956-1959), Olivais Sul (1955-1958) e Olivais Norte (1964-1966), neste contexto de pulverização de iniciativas e de medidas avulsas foram-se acumulando as carências habitacionais que, em 1960, se estimava atingirem entre 460.000 e 600.000 fogos. Esta pressão que emerge com a densificação do tecido económico e das actividades reguladoras do poder estatal, torna evidentes as limitações que enformam o sistema de produção habitacional no país, em especial nas áreas metropolitanas. É neste quadro que, no âmbito dos trabalhos do Plano Intercalar de Fomento (1965/67), são identificadas as falhas em matéria habitacional pública, assim como as limitações do sector privado na produção social de habitação, e é lançado o embrião do que viria a ser consubstanciado no III Plano de Fomento (1968-1973). Tinha que ser encarado o problema da instalação da população, previsivelmente de origens modestas, que acorreria a estes novos pólos de oferta de trabalho, o que exigiria a disponibilização de espaços habitacionais em regime social, pois os de mercado livre não lhes seriam facilmente acessíveis. Deveriam ser criadas as infra-estruturas sociais para acolher estes migrantes esperados. À semelhança do que havia já sucedido em Alvalade, Chelas e Olivais, nestes empreendimentos públicos de grande envergadura a concepção urbana do espaço seria enquadrada por princípios de integração social, ambiental e de complementaridade territorial. Daí a designação de Plano Integrado. Com efeito, não se pretendia apenas construir casas mas, sobretudo, criar um território urbano que oferecesse muito mais funções que a residencial, envolvendo acessibilidades, equipamentos e ambiente. Ao tempo do lançamento do FFH, a implementação dos Planos Integrados constituía uma medida de política já subjacente à actividade que o organismo iria desenvolver.
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