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Prémio IHRU 2014
Reabilitação Urbana

 
Menção Honrosa – Reabilitação ou Requalificação de Espaço Público
PERCURSO PEDONAL ASSISTIDO DE MONTEMOR-O-VELHO, Acesso à Encosta e ao Castelo
Freguesia e Concelho de Montemor-o-Velho
Vista aerea - clique para ampliar

Escada rolante_vista lateral

PROMOÇÃO:
Município Montemor-o-Velho 

EXECUÇÃO:
Liftech+Kone / GGCorreia

PROJETO:
Coordenação: Arquiteto Miguel Figueira
Arquitetura: Miguel Figueira.
Colaboração: Gonçalo Cristo, João Alves, Ana Buco e Catarina Pereira (estagiária).
Estabilidade, águas e esgotos: Bruno Graça
Eletricidade: José Buco
 
 
A maioria dos membros do júri entendeu que esta candidatura seria merecedora de distinção, pelo facto de ter encontrado uma solução “bem conseguida e esteticamente adequada para uma intervenção tão difícil dada a especificidade da encosta”. Uma solução associada à “estratégia global de desenvolvimentodaquele Município que tem vindo a ser implementada ao longo de vários anos” e sendo o objetivo a utilização de
meios mecânicos para assistir os acessos ao castelo e à zona residencial da encosta, “era normal o envolvimento de custos adicionais”. Qualquer outra alternativa poderia criar uma solução com maior impacto ambiental e visual. E o investimento despendido representava “uma primeira forma de dinamização do espaço junto ao castelo”, sendo “parte dos objetivos do projeto a melhoria dos acessos para aumentar a população residente na encosta”.
(Extraído da Ata nº 2) 
 
(apreciação do júri)

Percurso pedonal_antes&depois
 
A vila de Montemor-o-Velho perdeu o seu castelo para a estrada nacional com a construção do acesso viário pela porta de trás (Porta da Peste) na década de 70, conformando-se com a perda de centralidade à cota alta e com a degradação do tecido edificado da encosta. O Percurso Pedonal Assistido impõe-se pela urgência de reinvenção do funcionamento do sistema urbano. Não se propõe um novo modelo, mas antes a re-funcionalização do existente com a ajuda das capacidades tecnológicas que hoje temos ao nosso dispor. Trata-se de um bypass - uma intervenção violenta face a um diagnóstico crítico, porque a vitalidade da vila e do seu centro dependem, em grande medida, do bom relacionamento com o seu castelo, e a viabilidade da habitação na sua encosta depende da qualidade do acesso. Três escadas mecânicas ajudam a vencer mais de 30 metros de desnível entre a base da encosta e o antigo caminho de ronda do castelo, viabilizando a rede pedonal existente e a reaproximação do castelo ao centro, hoje à cota baixa. Para além da articulação das escadas mecânicas com os principais percursos de nível que estruturam a rede, a oportunidade desta intervenção assegura a possibilidade do acesso viário na parte alta da encosta, facilitando o processo de regeneração da mesma. A intervenção serve diretamente os residentes e o propósito do re-encontro da comunidade com aquele lugar, mas serve também o castelo, não só pela restituição da relação com a vila através daquela que sempre foi a sua porta principal (Porta do Sol), mas também pela experiência do esforço da superação da encosta que o acesso com automóvel não consegue transmitir. Nesta reconquista o castelo também vence.

(extrato da Memória Descritiva)
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Escada rolante

 


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